O melhor do street style de Nova York até agora

street style header - tommy ton

Foto por Tommy Ton

Sem dúvidas, uma das melhores coisas das semanas de moda ao redor do mundo é o street style. A fotografia de moda de rua é uma das partes mais divertidas desse universo, e isso só tem tomado proporções gigantescas. O street style já tem as suas próprias estrelas, tem os seus próprios mitos, sua própria complexidade… enfim, a parada está ficando grande. Muita gente diz que o que dita moda é o que está sendo desfilado nas ruas, mas esquece que o grande filtro disso tudo são os fotógrafos; afinal, é através do olho deles que nós enxergamos o que está acontecendo, não é mesmo?

Caso você não saiba, essa semana agora começou o Fashion Month, que são as 4 semanas de moda mais importantes do mundo – são as que ditam tendência tanto para os estilistas dos outros lugares do mundo, quanto para os consumidores, entendeu? São poucos os estilistas que eu acompanho o trabalho do segmento feminino, então eu foco mesmo em olhar o que está rolando nas ruas. Mas esse post não é para falar de estilo!

Hoje eu trouxe 3 fotógrafos para abordar outra coisa: a identidade de cada um. É que eu fico imaginando e me perguntando como esses caras conseguem inserir tanta personalidade nas fotos deles, já que é uma correria danada para conseguir um bom clique. Claro que a experiência é uma aliada e tanto, mas eu já estou em um nível de bater o olho e reconhecer o fotógrafo antes de ler a legenda (talvez pelo enquadramento, pelo tratamento da foto, pela orientação), justamente por ter tanto DNA deles inseridos ali.

Dois eu já tinha apresentado aqui no blog: O Tommy Ton, do meu amado ex style.com (que agora virou Vogue Runway 💔); e o Adam Katz Sinding, do Le 21ème. O terceiro é o responsável por cobrir essa semana de Nova York para a Vogue, o Phil Oh, do Street Peeper.

Gente, o post ficou gigante! Para não tomar muito espaço o blog, clica nesse link aqui embaixo para ler o resto.

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Jay Alvarrez faz questão de mostrar a vida que tem… ainda bem

Jay alvarrez above rio tumblr reprodução

Foto: Reprodução/Tumblr

Eu comecei a saber do Jay Alvarrez há um pouco mais de 1 ano, quando ele tinha menos visibilidade do que hoje, mas já vivia essa vida que todo mundo pediu à Deus. Se você andou na internet no último ano, é bem provável já tenha visto alguma coisa sobre as viagens que ele e Alexis – sua namorada- fazem pelo mundo. Jay pratica esportes radicais e é fotógrafo, Alexis é modelo, uma combinação muito boa para quem viaja por lugares exóticos. Os dois ficaram conhecidos por compartilharem as fotos dos lugares que visitam, através das suas contas no instagram. O sucesso foi tão grande, que somados os número de seguidores dos dois na rede social, o resultado ultrapassa a casa dos 5 milhões.

Só que muito além de só tirar e postar fotos de tirar o fôlego, Jay tem um compromisso em produzir um conteúdo surrealmente bom para a internet. No seu canal no youtube, ele posta vídeos dos momentos que passa durante sua estadia nada monótona nos lugares por onde passa. Até agora foram só 3 vídeos, que estão aqui embaixo para você conferir e se inspirar em correr atrás da vida que você procura. Eu confesso que o estilo de vida aventureiro não me enche os olhos, mas a oportunidade que ambos tem que estar e viver experiências únicas no auge da juventude, é o que mais me inspira.

A paz de Jay,

Até mais.

Meet and Share: Cristo Redentor

IMG_8552Por mais incrível que pareça, morar no Rio de Janeiro e não ter visitado o Cristo Redentor não é muita novidade. Até um tempo atrás, eu era mais uma parte dos grandes porcentos que nunca tinham colocado os pés cariocas lá. Se os motivos do pessoal que não visitou esse lugar for os mesmos que os meus, lá vai eles:

  1. É um preço salgado. Para que vamos gastar 1 dia inteiro e mais R$62 (fora as outras despesas), para ver algo que estamos acostumados a encarar todo dia?
  2. É lindo, mas está sempre lá. Essas duas atrações são lindas de morrer, mas são nossas para sempre… é difícil que alguém queria tirar o Cristo de onde está. Então, a gente deixa para visitar qualquer dia desses.

Em Julho desse ano, eu vi com os meus próprios olhos o que o mundo inteiro já tinha visto e provado: a sensação de estar em um dos símbolos do turismo brasileiro. O dia estava um pouco nublado quando saímos de casa, mas o sol sorriu para nós durante trajeto.

Primeiro nós pegamos uma van que faz conveniência com o órgão que organiza o turismo no Cristo, ela nos levou do Largo do Machado até o Corcovado (o trajeto feito foi mais ou menos o do mapa acima). Depois de mais ou menos 30 minutos morrendo de ansiedade para poder chegar pertinho do que eu vi a vida inteira “daqui debaixo”, a primeira impressão que eu tive não foi as das mais gostosas.

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Depois de passar minutos dentro de uma trilha calma e relaxante, você se depara com isso.

Mas a gente sai das vans, enfrenta uns 4 minutos de fila até as catracas, passa o nosso bilhetinho e finalmente estamos livres para explorar o lugar – se bem que “livre” não é o que mais defina a luta para conseguir um espacinho para fazer uma foto decente. A essa hora o dia estava lindo, o céu azul e depois o sol ainda nos presenteou com um digno pôr-do-sol de Rio de Janeiro.

Apesar de muito cheio (afinal, é símbolo de turismo no Brasil e no mundo), a energia de estar visitando um lugar como esses é surreal. É  o que eu sempre digo: Nada é mais importante do que a experiência. Por mais que eu tenha visto e ouvido falar sobre ele a vida inteira, ninguém consegue traduzir o que sente quando está vivendo algo. E isso só alimenta a minha fome de viajar, viver e sentir minhas particularidades em lugares ao redor do mundo. Sente um pouco de como estava a vibe, e viaja um pouco nas fotos aqui embaixo.

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Ele tem "só" 38 metros de altura, mas a impressão é de que tem muito mais.

É a primeira visão que nós temos da estátua. Ele tem “só” 38 metros de altura, mas a impressão é de que tem muito mais.

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Quem viaja sabe que selfies são mais do que liberadas, são obrigatórias. E eu estou em uma fase de me aceitar mais, então dispensei o photoshop.

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A vista da cidade é um atrativo à parte. Impressionante como quase ninguém fala sobre isso quando visita lá!

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My golden hour is better than yours.

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Todo mundo tem o dever de conhecer o Cristo Redentor! Se você não é do Rio e tem planos para vir aqui, não deixe de ir. Se você é daqui, tira a desculpa das costas e sobe o Corcovado o mais cedo possível. Eu juro que de perto tudo é mais bonito, gostoso e surreal do que parece pela tela do seu computador/celular.

Acredito que a experiência para quem mora no Rio é bem mais intensa do que a do turista de fora. É muito bacana apontar para baixo e ver os lugares que passamos, que vivemos e que conhecemos. Tudo nessa cidade é uma veia pulsante e cheia de histórias: ruas, prédios, casas e pessoas. O Rio de Janeiro tem sim (muitas) adversidades, mas mesmo pecando em diversos pontos, a cidade continua sendo maravilhosa.

Os bilhetes podem ser comprados online ou nas bilheterias espalhadas em diversos bairros da cidade. Todas as informações que você precisa estão nesse link.

Até mais!

Você precisa ouvir a Alessia Cara

Alexia Cara por Meredith Truax

Alessia Cara por Meredith Truax

Alessia é canadense, tem 19 anos e até agora só tem um single, que foi mais do que suficiente para dar um digno primeiro passo de dois pés direitos na sua carreira. A primeira vez que  ouvi o seu R&B blasé, mas cheio de honestidade, eu fiquei apaixonado pela forma como ela insere emoção na letra. “Here” (o single) é tão honesto, que consegue transmitir a emoção que ela sentiu quando compôs a música. Talvez por ser novinha, talvez por não ter prioridades comerciais; a canção é um elixir para os meus ouvidos, que estão sempre atrás de um conteúdo bom, cru e bem produzido. Alessia é uma pedra bruta, e eu estou rezando para que ninguém queira lapidar.

Here possui uma progressão tão interessante, que eu arriscaria dizer que remete à Nina Simone (vide a mesma presente em Feeling Good) – não me atirem pedras, estou falando da progressão musical. Já sua objetividade e entrega na melodia, me remete ao rap descompromissado e áspero do Drake. Resumindo: essa voz jovem e pontente está em boas referências. Por enquanto, eu só te entrego essa música do c****lho – e a promessa de que ela ainda vai dar muito o que falar. O seu álbum de estreia sai na próxima sexta (28/08), então corre que ainda dá tempo de conhecer antes de todo mundo.

Até mais.

Blackbear é demais, e você não sabe o que está perdendo

A montagem no meio da montagem é do @califormulaaa, o resto é criação do DaVinci do SeaPunk (eu).

A montagem no meio da montagem é do @califormulaaa, o resto é criação do DaVinci do SeaPunk (eu).

Blackbear é um rapper americano (tudo o que eu sei sobre ele). Fim. Para um cara que ainda divide as páginas do google com fotos de ursos, Blackbear é um daqueles must have na sua lista de músicas salvas no Spotify, iTunes e coração. Além de cantar metade da minha vida, suas letras falam sobre relacionamentos complicados; drogas; sexo; lugares como a California, Los Angeles e Nova York e mulher (muita mulher). As músicas dele são mega hypadas, os títulos brincam com as gírias do cyber underground, cultura pop, nomes de personalidades, lugares e garotas. Mas além de ser so cool para um rapper comum, o meu mais novo cantor favorito faz algo que há tempos eu não ouvia em um rap de letras um tanto fúteis quanto as dele: canta com a alma. A voz dele é tão surreal, que te convence que uma foda mal resolvida ou um amor de um traficante californiano, pode ser tão emocionante quanto a crise dos 30 de “Lover, you should’ve come over” (não tanto, mas a gente pode fingir que sim), que Buckley clama com tanta maestria.

Ele está com conteúdo fresquinho, o ep acústico Dead; o que, na real, é mais uma chance de começar a amar a voz desse cara.

Quer encontrar ele? Faço questão de te apresentar o caminho:

Soundcloud

Instagram

Spotify

Loja online (que se você morar nos EUA, pode me mandar de presente o álbum físico dele)

Thanks me later. Até mais.

500 palavras para falar de mim

IMG_0425Desde que abracei o mundo, um turbilhão de coisas passaram por mim e deixaram seu rastro. Estourar a minha bolha e abandonar meu paraíso particular foi um passo que tive que dar sozinho, mesmo não tendo noção do que eu estava prestes a fazer. Só olhando para trás que percebo o mar negro que venho nadando até agora – e encaro o horizonte na esperança de encontrar terra firme, mas o caminho se apresenta longo. Por um lado eu me divirto nessa profusão de incertezas e caminhos tortos, mergulhando nos desafios e dando de cara com dunas rasas (e abismos profundos). Já por outro eu faço questão de pôr meu pé atrás – e bem longe do chão, para não perder as esperanças.

Bobagem minha pensar que seria capaz de escrever minha história por linhas retas, tive que aprender me afogando nas ondas desse mar que permaneço navegando. E quando a maré parece ser devastadora, olho meu reflexo na calmaria e percebo que devastadora é a minha falta de vontade, falta de querer, falta de tentativa. Persisto nos meus próprios vícios e erros só para quebrar a cara mais uma vez, assim continuo a dar pauta para o meu ardiloso consciente intrusivo – que me cobra sem dó nem ré. E a partir dessa cobrança que meus braços ganham forças para continuar seguindo em frente, partindo as ondas que ousam me atrapalhar e me naufragar no meu próprio caos.

Meu caos é cinza, cinza escuro. Para não ser um ponto em destaque em meio a essa infinidade acromática, prefiro criar minhas artimanhas. Abdico a minha singularidade e me homogenizo, assim é bem melhor. Nado disfarçado entre as pestes e monstros que podem me atrapalhar no meio do caminho, assim posso ficar sossegado. Só que nem tudo são flores, o outro lado da moeda é um espelho que me encara – e me envergonha de estar escondendo a minha personalidade. Eu sou bem mais que isso, mas preferi ser menos.

Eu não quero colocar os pés no chão, quero continuar boiando nesse oceano, quero encarar o céu e pensar que ele é infinito, pensar que ainda posso alcançá-lo sem medo. Colocar os pés no chão dói (e muito). Sempre que ouso experimentar, eu me vejo divido em dois: Me aninhar debaixo do fluxo do caos, ou me arriscar na superfície? Por enquanto eu prefiro ficar por aqui mesmo, aproveitando do frescor das brisas que passam de vez em quando.
Você já experimentou colocar os pés no chão? O fundo desse mar é negro, a pressão sobre as nossas cabeças é grande. Pelo menos aqui em cima eu continuo nadando em frente, lá embaixo eu só finco os meus pés na areia. Lá embaixo eu vivo, aqui em cima eu sobrevivo. E é só porque eu SOBREvivo que eu me sinto VIVO!

Desculpa se a minha particularidade é confusa e mal expressada, mas gosto do mistério que a minha ignorância preserva sobre os meus sentimentos. Se o que vem daqui para frente é escuro, eu quebro as trevas com a minha esperança inesgotável. Um dia eu chego lá.

Inspiração do mês: Março

Numèro Tokyo 2015 3Mesmo quando dou um break  na fotografia – coisa que eu tenho feito mais do que deveria – eu não deixo de catar foto alheia pela internet. Acho que isso é o que estimula e mantém viva a minha criatividade (ouvir música e reeditar fotos também são boas pedidas), porque é meio que uma forma de “aprimorar” o meu olhar sobre as coisas.

Em março eu voltei a comprar revistas, principalmente as de moda, que sempre estão com um recheio impecável (como o trabalho do Zee Nunes na Vogue BR do mês passado e desse). Eu tinha simplesmente esquecido como é gostoso ter a foto impressa nas suas mãos – fiquei maluco para imprimir as minhas também. Além disso, nessas últimas semanas a minha perspectiva em relação a algumas coisas mudou: Do glamour do Mario Testino, pulei para o conceito do Steven Klein (ele não está no post, mas tenho visto seu trabalho com bastante frequência); o exagero de expressões, formas e cores está dando espaço para algo mais limpo e simples de digerir (minhas reedições estão praticamente em total predominâncias neutra, quando não em Preto e Branco); se antes eu gostava dos shapes mais justos e sexys, minha paixão atual são as formas mais afastadas. Enfim, a opinião da gente sempre muda.

Colour pallettemontagem 3montagem 4Numèro Tokyo 2015montagem 2unknownmontagem 5YANN-09-MaxStreetleyCréditos das fotos:

Foto 1: Numéro Magazine Tokyo, Março 2015

Foto 2: Numéro Magazine Tokyo, Março 2015/Vogue Brasil Março 2015 por Zee Nunes

Foto 3: Neiman Marcus Março 2015 (Foto de fundo tirada por mim)

Foto 4: Numéro Homme S/S 2015 (Foto de fundo também minha)

Foto 5: Numéro Magazine Tokyo, Março 2015

Foto 6: Vogue Brasil Março 2015 por Zee Nunes/Neiman Marcus Março 2015

Foto 7: Tumblr Danielle Pictures

Foto 8: Numéro Magazine Tokyo, Março 2015/Louis Mayhew por Gregory Vaughan (Foto de fundo minha)

Foto 9: In the Mood by Yann Faucher

Até mais!